Envelhecimento X Libido

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A ideia de que as pessoas perdem as suas habilidades sexuais à medida que o corpo envelhece é pura ilusão. Com o envelhecimento, tanto os homens como as mulheres sofrem alterações ao nível da excitação e da atividade sexual.

E o sexo, assim como várias outras atividades, torna-se menos necessário com o passar dos anos, apesar do prazer e da satisfação serem os mesmos.

A maioria dos casais mais idosos não se encontram em clima de romance constante como quando eram jovens e não dedicam tanto tempo aos preliminares e à troca de carícias, o que prejudica a excitação.

Saúde sexual dos homens: muitos homens sofrem de disfunção erétil, uma incapacidade sexual peniana e a prova disso mesmo é a quantidade de anúncios publicitários dedicados ao tema que passa na televisão, especialmente quando são emitidos programas desportivos.

Saúde sexual das mulheres: mulheres idosas também precisam de mais tempo para ficarem excitadas e, devido à menopausa, as mudanças que ocorrem nos órgãos reprodutores podem, por vezes, tornar o sexo doloroso. Estas alterações incluem uma determinada secura vaginal e uma capacidade reduzida de elasticidade da vagina.

Mas, atenção!

Em ambos os sexos, o segredo para uma libido ativa é a testosterona, que tem tendência a diminuir com o passar do tempo nos homens e com o uso de alguns anticoncepcionais e a menopausa nas mulheres. À medida que os níveis desta hormona vão descendo, as alterações de humor e a diminuição da excitação e de energia sucedem-se, tanto nos homens como nas mulheres.

A condição emocional: Como em qualquer idade, o desejo sexual e a excitação podem ser afetados pelo estado emocional, disfunção erétil ou por uma libido enfraquecida, provocada pelo stress ou depressão. Estes sentimentos podem ser exacerbados pelas imagens culturais da sexualidade que são hoje apresentadas na televisão – ao visualizar pessoas jovens, elegantes, sensuais e saudáveis, um idoso pode ter dificuldades em lidar com o seu corpo e sentir-se desejado.

A condição física:  O desejo sexual e a excitação também podem ser afetados pela vertente física de um idoso. O cancro da próstata, do útero e da mama podem afetar a sua sexualidade, assim como as doenças cardíacas, a diabetes e a artrite reumatoide.
Como ter uma vida sexual ativa?

  • Comunique-se com o seu parceiro !
  • Mantenha o pensamento positivo em relação ao sexo!
  • Faça exercício físico! Melhore sua auto-estima!
  • Adquira auxiliares de disfunção erétil!
  • Informe-se sobre Modulação Bioidêntica de testosterona e Modulação hormonal!
  • Fale com um médico ou terapeuta sexual e peça orientações!
  • Acredite no seu potencial!

 

INFORMAÇÕES DE: Fórum da Construção

Cortisol, o termômetro do estresse

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O cortisol é um hormônio produzido pelas glândulas suprarrenais, que estão localizadas acima dos rins.

A função do cortisol é ajudar o organismo a controlar o estresse, reduzir inflamações, contribuir para o funcionamento do sistema imune e manter os níveis de açúcar no sangue constantes, assim como a pressão arterial.

CORTISOL ALTO:  Pode originar sintomas como perda de massa muscular, aumento de peso ou diminuição de testosterona ou ser indicativo de problemas, como a Síndrome de Cushing, por exemplo.

Sinais e sintomas como:

  • Perda de massa muscular;
  • Aumento do peso;
  • Aumento das chances de osteoporose;
  • Dificuldade na aprendizagem;
  • Baixo crescimento;
  • Diminuição da testosterona;
  • Lapsos de memória;
  • Aumento da sede e da frequência em urinar;
  • Diminuição do apetite sexual;
  • Menstruação irregular.

CORTISOL BAIXO:  Pode originar sintomas de depressão, cansaço ou fraqueza ou ser indicativo de problemas, como a Doença de Addison, por exemplo.

Sinais e sintomas como:

  • Depressão;
  • Fadiga;
  • Cansaço;
  • Fraqueza;
  • Desejo repentino de comer doces.

REDUZINDO OS NÍVEIS:

  • Durma bem
  • Pratique exercícios
  • Reconheça pensamentos estressantes e fuja deles
  • Relaxe
  • Divirta-se
  • Tenha relacionamentos saudáveis
  • Tenha animais de estimação
  • Seja a sua melhor versão
  • Conecte-se com você
  • Consuma alimentos saudáveis

 

Cigarro e a Infertilidade

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A relação entre fumo e infertilidade ainda está longe de ser entendida e aceita na população e ainda é motivo de dúvida entre a classe médica.

Dentro da relação fumo e fertilidade, pode-se considerar que 13% de infertilidade feminina são causados pelo cigarro. A química que está contida no cigarro acelera a destruição dos óvulos e consequente perda da função reprodutiva.

Pesquisas recentes indicam que 30% das mulheres e 35% dos homens em idade reprodutiva são fumantes. Para alguns o desejo de parar de fumar é extremamente difícil, mas o desejo de um filho saudável pode ser a razão mais importante para abandonar o vício.

A possibilidade de causar alterações genéticas no feto também foi relacionada ao fumo. As substâncias que provem da fumaça do cigarro se ligam a frações do DNA provocando lesões pré-mutacionais. Os danos ao DNA aumentam a incidência de abortos, defeitos físicos e aumento do caso de trissomia do cromossomo 21 (síndrome de Down). A nicotina e o monóxido de carbono podem levar a insuficiência placentária e retardo no crescimento fetal, culminando em aborto.

As mulheres que fazem tratamentos de fertilização in vitro, que fumam, precisam, em média, de duas vezes mais tentativas para conseguir engravidar do que uma que não fuma. No momento da retirada do óvulo foi comprovada a presença de cádmio e cotinina (metabólico da nicotina) no líquido folicular aspirado. A quantidade e a qualidade dos espermas também oscila em razão do consumo de tabaco.

Se você estiver tendo dificuldades para engravidar e fuma, pare. Pare de fumar imediatamente. A fertilidade pode melhorar após parar e as taxas do sucesso de FIV são mais elevadas nas mulheres que não são fumantes do que nas mulheres que fumaram.

FONTE: Dra Remedios Pacheco

Gestação Anembrionária

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A Gravidez Anembrionária é um tipo de gestação que pode ocorrer com qualquer mulher, não havendo nenhum grupo com maior chance de desenvolvê-la. As causas de seu surgimento não são completamente conhecidas, mas acredita-se que a parte do óvulo fertilizado que formaria o bebê não se desenvolve, enquanto a parte que forma a placenta e as membranas continua se desenvolvendo normalmente dentro do útero.

A despeito disso, o organismo da mulher não reconhece que não existe um embrião dentro do útero, já que os hormônios próprios da gestação continuam sendo produzidos. São esses hormônios que fazem com que a mulher acredite que realmente está grávida, pois seu corpo passa pelas mudanças próprias do período gestacional e ela sente sintomas que são comuns aos dois casos. Por esses motivos, não há sinais ou sintomas clínicos que sugiram que a gravidez seja anembrionada, como sangramentos, corrimentos ou dor.

O diagnóstico de gestação anembrionária é feito por ultrassonografia, geralmente a partir da 7ª semana de gestação, e é confirmado quando o saco gestacional medir mais do que 20mm e não for encontrado nenhum sinal de embrião.

Quando o diagnóstico é confirmado, não é seguro, como preconizado, apenas esperar por um aborto espontâneo, que pode demorar até semanas. Devido à angústia gerada pelo quadro, muitas vezes acaba-se administrando substâncias químicas que induzem o aborto e muitas mulheres acabam optando pela realização da curetagem uterina, que retira mecanicamente o saco embrionário vazio de dentro do útero por meio de raspagem. A curetagem também é realizada quando o aborto espontâneo não é completo.

O fato de passar por um episódio de gravidez anembrionária não aumenta a chance de isso se repetir. A maioria das mulheres consegue ter gestações normais no futuro.

No entanto, o Dr. Jean Maillard, ginecologista da Clínica Fecondare (CRM-SC 9987 e CRM-RS 13107), esclarece que a mulher não deve “acreditar que está grávida”. Ela de fato está grávida, pois a presença de saco gestacional com placentação inicial só ocorre após fecundação de um óvulo e sua nidação no útero. O que ocorre, neste caso, é que a gravidez não se desenvolve, pois o embrião não se forma, o que faz com que a gestação se interrompa.

A ausência do embrião porém, não diminui a dor da perda gestacional por parte do casal e, além do apoio que eles merecem  do médico assistente, é importante ressaltar que o evento não é repetitivo e que, pelos conhecimentos atuais, não representa um fator de risco para novas gravidezes, que podem ser tentadas de novo, logo após a recuperação física e psicológica da mulher, explica o Dr. Ricardo.

Informações de: Clínica Fecondare 

Álcool na Gestação

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O uso do álcool durante a gestação pode ser muito perigoso para a mamãe. Não existe uma dose limite pré-estabelecida para a ingestão do álcool pela gestante que não prejudique o bebê.

O álcool é uma substância com livre passagem pela placenta e, portanto, livre passagem para o feto. O fígado do bebê que está em formação metaboliza o álcool duas vezes mais lentamente que o fígado da sua mãe, isto é, o álcool permanece por mais tempo no organismo do bebê do que da sua mamãe. Viu o perigo?

O aborto espontâneo e o trabalho de parto prematuro, assim como outras complicações da gravidez, também estão relacionados com o uso do álcool, mesmo em quantidades menores. O risco de aborto espontâneo quase dobra quando a gestante consome álcool.

Os prejuízos causados no feto pelo álcool podem causar desde gestos desajeitados até problemas de comportamento, falta de crescimento, rosto desfigurado e retardo mental, dependendo da fase da gravidez e também da quantidade de álcool ingerido.

A Organização Mundial da Saúde estima que a cada ano 12 mil bebês no mundo nascem com a Síndrome Fetal do Álcool ou Síndrome do Alcoolismo Fetal (SAF) ou 2,2 de cada mil nascimentos vivos.

Síndrome do Álcool – A SAF é a conseqüência no feto do consumo de álcool durante a gravidez e é irreversível. Caracteriza-se por retardo no crescimento intra-uterino, retardo do desenvolvimento neuropsicomotor e intelectual, distúrbios do comportamento (irritabilidade e hiperatividade durante a infância), diminuição do tamanho do crânio (microcefalia), malformações da face como nariz curto, lábio superior fino e mandíbula pequena, pés tortos, malformações cardíacas, maior sensibilidade a infecções e maior taxa de mortalidade neonatal.

Por vezes, o bebê ao nascer não apresenta algum defeito físico, mas alguns sintomas podem não serem óbvios até que o bebê complete entre 3 e 4 anos.

Alteração no peso – O peso de um bebê que foi exposto ao álcool é normalmente inferior ao dos bebês de mães que não beberam durante a gravidez. O peso ao nascimento de bebês afetados pelo álcool é de aproximadamente 2 quilos e dos bebês saudáveis é de 3,5 quilos.

Conforme a criança cresce, outros prejuízos começam a aparecer, entre os quais a memória fraca, falta de concentração, raciocínio fraco e incapacidade de aprender com a experiência.

A exposição do feto, seja em que época da gravidez, ao álcool não tem como conseqüência necessariamente a SAF. Como já foi falado, não se conhecem níveis seguros de consumo de álcool durante a gravidez.

Na maioria dos recém-nascidos prejudicados pela ação do álcool antes do nascimento não ocorre anomalias faciais e a deficiência do crescimento que identificam a SAF. Mesmo assim, todos os pequenos que são expostos ao uso de álcool portam danos cerebrais e outros comprometimentos tão significativos quanto os que ocorrem nos portadores da SAF.

Nem todas as mães que bebem terão bebês com algumas sequelas. Qualquer quantidade de álcool é um risco, mas qualquer abuso exagerado do álcool é prejudicial para o feto, principalmente durante os primeiros três meses.

 

INFORMAÇÕES VIA: Guia do Bebê

Mioma Uterino

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O que é?

Também chamado de leiomioma uterino, fibroma ou fibromioma, o mioma uterino é um tumor benigno que se forma a partir do músculo do útero. Ele pode crescer tanto do lado de dentro quanto no de fora do órgão. É capaz de alterar o formato do útero enquanto se desenvolve.

O mioma é mais comum em mulheres entre os 40 e os 50 anos de idade e de 3 a 9 vezes mais frequente em mulheres negras. Ele não é especialmente prejudicial à saúde e, apesar de poder apresentar alguns sintomas desconfortáveis e alguma chance de causar infertilidade, pode também passar completamente despercebido na vida de uma mulher.

Estudos apontam que entre 75% e 90% das mulheres irão desenvolver um mioma uterino em algum ponto da vida e metade delas não passa por sintoma algum.

Este tumor só afeta mulheres em idade fértil. Não aparece em crianças. Mulheres que já passaram pela menopausa não apresentam novos miomas.

Tipos:

Existem seis tipos diferentes de miomas uterinos, cada um classificado de acordo com sua localização. São eles:

Mioma subseroso

Este mioma surge logo abaixo da parede serosa, que é a camada externa do útero. Cresce para fora do órgão e é o menos relacionado à infertilidade.

Ele pode dar uma aparência calosa e nodular ao útero e, quando grande, pode pressionar órgãos como a bexiga e o intestino, dando a impressão de que outras doenças — como infecções — estão presentes.

Mioma pediculado

Os miomas pediculados se conectam às paredes uterinas através de um cordão fino chamado de pedículo. Ele pode surgir tanto no lado de dentro quanto no de fora do útero. Quando está do lado de dentro, é classificado como intracavitário, o que significa que ele fica completamente dentro da cavidade uterina.

Quando grande e do lado de dentro, pode dificultar a gravidez. No lado de fora, um mioma pediculado grande pode fazer pressão em outros órgãos como a bexiga, assim como o subseroso.

Mioma intramural

Este mioma se encontra dentro da parede do útero. Se pequeno, não traz consequência alguma mas, quando possui mais de 5cm de diâmetro, causa cólicas, além de poder deformar o útero e dificultar uma gravidez.

Mioma submucoso

O mioma submucoso é o mais relacionado à infertilidade e a sangramentos. Seu crescimento acontece na parede interna do útero, logo abaixo do endométrio, onde a o embrião se fixa, e cresce para dentro do útero. Por causa de sua localização, mesmo os pequenos podem inviabilizar uma gravidez caso o embrião se fixe sobre ele.

Mioma em parturição

Quando um mioma pediculado entra no canal cervical, diz-se que ele está em parturição. É um tipo muito raro de mioma, que normalmente é acompanhado de dor intensa, parecida com a de um trabalho de parto.

Dependendo do tamanho, pode causar também a dilatação do colo do útero, assim como um parto normal. É necessária a retirada pela vagina e pode ser necessário realizar cirurgia.

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Um mioma que se encontra nos ligamentos entre os ovários, o útero e as trompas. Ele pode causar a infertilidade quando cresce, ao bloquear o caminho entre os óvulos e o útero.

Mioma no colo do útero

Este tipo de mioma é raro. Ele se localiza no colo do útero e pode causar dor durante o sexo. Também pode entrar em parturição, causando os sintomas característicos deste tipo de mioma: dor intensa como a de um trabalho de parto e a possibilidade da dilatação do colo do útero.

Mioma uterino pode virar câncer?

Miomas não evoluem para tumores malignos, portanto, não podem virar um câncer e não há com o que se preocupar. Existe a possibilidade de retirá-los caso estejam causando dores ou impedindo uma gravidez, mas ninguém morre de mioma.

Causas

Não existe causa identificada do mioma, porém sabe-se que existe influência de hormônios femininos como a progesterona e o estrogênio em seu crescimento.

Durante a menopausa, quando os níveis hormonais diminuem, os miomas costumam diminuir de tamanho e podem até sumir. Já durante a gravidez, os miomas crescem em vista da quantidade hormonal elevada.

Fatores de risco

Os miomas uterinos afetam entre 75 e 90% das mulheres em idade fértil. Existe uma queda drástica em sua frequência após a menopausa e não há registros de miomas uterinos em meninas que ainda não entraram na puberdade.

Basicamente, sendo mulher e estando em idade fértil, você pode ter um mioma. Porém, alguns fatores podem aumentar as chance de apresentá-los:

Idade

Mulheres entre os 40 e 50 anos são mais propensas a desenvolver miomas uterinos do que as mais novas. Após a menopausa, miomas novos não aparecem e os existentes têm seu tamanho reduzido e podem sumir. Contudo, nos anos que a precedem, eles podem surgir e crescer com maior frequência.

Etnia

Não se sabe o motivo, mas miomas são consideravelmente mais comuns em mulheres negras. Em comparação com outras etnias, elas possuem de 3 a 9 vezes mais formação de miomas. Leiomiomas uterinos de mulheres negras também possuem a tendência de ser mais volumosos.

Hereditariedade

Os miomas uterinos são uma característica hereditária. Se sua mãe possui miomas, é provável que você também os desenvolva.

Primeira menstruação precoce

Mulheres que tiveram sua primeira menstruação antes dos 10 anos de idade possuem maiores chances de ter miomas uterinos.

Consumo abusivo de álcool

Beber álcool de maneira abusiva aumenta as chances de aparecimento de miomas. Estudos indicam que a cerveja, em particular, tem maiores chances de causar miomas quando comparada ao vinho.

Hipertensão

Mulheres hipertensas têm maiores riscos de desenvolver miomas uterinos.

Anticoncepcionais

Apesar de pílulas anticoncepcionais serem um dos medicamentos usados para o tratamento de miomas e diminuírem as chances de eles surgirem e crescerem, seu uso precoce (antes dos 16) está relacionado com um aumento nos riscos.

Sintomas

Em 50% das vezes, o mioma uterino não apresenta sintoma algum. Eles só são sintomáticos quando crescem o bastante para influenciar algo no útero. Porém, existem sintomas que podem ser incômodos.

Cada tipo de mioma apresenta sintomas variados. São eles:

Alteração no ciclo menstrual

Graças aos miomas, o ciclo menstrual pode ser mais prolongado e irregular, além de abundante e com a possibilidade de ser dolorido.

Sangramento

Miomas submucosos são os que estão mais relacionados a sangramentos, que podem acontecer entre os ciclos menstruais, mas que normalmente aparecem durante o ciclo, na forma de sangramento mais abundante e volumoso. Pode haver coágulos no sangramento.

Os miomas intramurais, pediculados e em parturição também podem apresentar sangramento.

Dor pélvica

Dor na região da pélvis pode aparecer caso um ou mais miomas estejam grandes e fazendo pressão em algum órgão.

Infertilidade

Assim como o sangramento, a infertilidade é bem mais comum em miomas que se encontram do lado de dentro do útero ou afetam o interior. Isso se aplica aos intramurais, subserosos e pediculares, além dos em parturição.

Volume abdominal

Caso um mioma cresça demais, especialmente os externos ao útero, ele pode afetar o volume do abdômen, deixando a mulher com aparência e sensação de inchaço.

Outros órgãos

Espaço abdominal sendo ocupado pelo mioma também quer dizer que tem menos espaço para os outros órgãos.

Se um mioma externo ao útero cresce demais, ele pode causar pressão na bexiga ou no reto, levando a dificuldade de segurar a urina, aumento na frequência de idas ao banheiro e constipação.

Estes sintomas podem ser confundidos com infecções e outras doenças.

Dor durante o sexo

Normalmente, os miomas nascem no corpo do útero, mas podem aparecer, raramente, no colo do útero. Nessas ocasiões, pode haver dor durante o sexo quando o pênis do parceiro entra em contato com o mioma.

Dor parecida com o trabalho de parto

Quando o mioma grande entra em parturição, ele está saindo pelo mesmo caminho que um bebê nascendo sairia. Isso pode levar a dores e contrações parecidas com a de um parto.

Como é feito o diagnóstico do mioma uterino?

O diagnóstico do mioma uterino pode ser feito pelo médico ginecologista através de exames de imagens depois de a suspeita surgir no consultório.

Exame de toque de rotina

Este exame busca irregularidades nos ovários, trompas e útero. No caso de um mioma uterino externo ou intramural grande estar presente, é possível que o médico ginecologista o sinta no formato de deformidade uterina.

Ultrassonografia transvaginal

Através da inserção de um pequeno aparelho de ultrassom na vagina, é possível conseguir imagens dos órgãos internos como as trompas, ovários e útero. Este exame é capaz de demonstrar com clareza a presença de miomas, incluindo os que não cresceram muito.

Frequentemente, miomas são encontrados por acaso através de um ultrassom que busca outras coisas, já que podem não apresentar sintomas.

Ressonância Magnética

Quando é necessário um detalhamento do exame, a ressonância magnética pode ser usada. Este exame permite uma análise mais precisa dos miomas, encontrando inclusive os menores. Miomas assintomáticos também são encontrados por acaso através deste exame.

A ressonância magnética é recomendada para adolescentes e mulheres próximas da menopausa, já que pode identificar um tumor maligno. Também é recomendado caso haja dúvida quanto a malignidade do tumor.

Infertilidade

Infertilidade é um problema relacionado aos miomas e uma grande preocupação de mulheres que são surpreendidas pelo tumor. Miomas causam infertilidade dependendo da localização e tamanho.

Mioma submucoso

Na maioria das vezes, a infertilidade é causada pelos miomas internos. O submucoso é o tipo de mioma que mais frequentemente causa problemas para engravidar. Isso acontece porque eles impedem a fixação do feto ao endométrio, mesmo quando seu tamanho não é grande.

Mioma intramural

Da mesma forma, o mioma intramural, quando é grande o bastante para causar deformação da anatomia uterina — mais de 5cm —, pode reduzir as chances de uma gravidez e aumentar as de abortamento de repetição.

Bloqueios

Miomas internos localizados próximos da implantação das tubas podem obstruir o caminho dos óvulos e dos espermatozoides. Os intraligamentares também podem crescer ao ponto de bloquearem as tubas.

Além disso, os pediculados podem se posicionar em locais que podem bloquear o caminho do espermatozóide ou dos óvulos, dificultando a gravidez.

Miomas subserosos

Miomas subserosos grandes podem ser removidos antes de uma gravidez já que, apesar de não afetar a infertilidade, podem causar isquemia, que é uma parada no fluxo sanguíneo.

Mioma uterino tem cura?

É possível realizar cirurgia para a remoção dos miomas. Quando o tumor é pequeno e não está causando sintoma nem complicação alguma, não é necessário retirá-lo, mas quando ele cresce, a remoção pode ser uma boa ideia.

Qual o tratamento?

Na maioria das vezes, não é necessário que haja tratamento para os miomas. Porém, quando eles causam sintomas que podem afetar a qualidade de vida da mulher, pode ser necessário. É possível fazer os seguintes tratamentos:

Medicamentoso

Medicamentos podem ser usados para reduzir e eliminar os sintomas dos miomas como as dores pélvicas e sangramentos.

Anti-inflamatórios não hormonais, inibidores da fibrinólise (processo que destrói coágulos e que está relacionado ao sangramento causado por miomas), anticoncepcionais hormonais e progestagênios (composto com efeito semelhante ao da progesterona) podem ser utilizados para lidar com os sintomas.

Análogos de GnRH

Esse tipo de medicamento simula um tipo de hormônio que induz a menopausa, o que é capaz de reduzir o tamanho dos miomas.

Com o uso deste medicamento, cria-se uma menopausa química que é temporária. A redução dos miomas pode cortar os sintomas e facilita a extração cirúrgica dos tumores.

Análogos de GnRH não podem ser utilizados indefinidamente. Limita-se este tipo de tratamento a quatro meses, já que a falta dos hormônios pode comprometer a massa óssea da mulher.

Por outro lado, se a medicação for simplesmente interrompida, os tumores voltam a crescer de forma rápida. Por isso este tratamento não é usado para alívio de sintomas, mas sim para facilitar a retirada dos miomas.

DIU hormonal

Dispositivo intra uterino (DIU) hormonal pode ser usado para controlar os sangramentos, cólicas e o crescimento dos miomas. Assim como os anticoncepcionais, a carga hormonal pode ser o bastante para reduzir os tumores, fazendo deles uma boa opção para mulheres que não podem usar a pílula e que não tem necessidade de fazer a cirurgia.

Miomectomia

miomectomia é a cirurgia de retirada de miomas. Há estudos que apontam que a cicatrização pode dificultar a gravidez em comparação a uma mulher sem miomas, portanto a redução dos tumores é importante, para reduzir a área da cicatriz.

Existem três tipos de miomectomia e suas indicações variam de acordo com a localização do mioma:

Miomectomia abdominal

Esta cirurgia é bastante parecida com uma cesariana. É feito um corte no abdômen da paciente e chega-se ao útero, onde se realiza a extração do mioma. Ele é o indicado para miomas intramurais e para externos, como os subserosos e pediculados exteriores.

Normalmente, esse procedimento não afeta a fertilidade, mas uma gravidez futura irá requerer cesariana.

Laparoscópica

Laparoscopia é uma técnica de remoção de miomas — e outros corpos — que consiste em fazer pequenos cortes no abdômen, onde são são inseridos microcâmeras e instrumentos para remoção do tumor. A vantagem desta técnica é que ela é pouco invasiva e o período de recuperação é curto.

Pode-se usar a laparoscopia para a retirada de tumores subserosos pequenos. A técnica da morcelação também pode ser aplicada através da laparoscopia.

A morcelação pode ser usada para a remoção do útero como um todo ou de tumores, e consiste em cortar o órgão ou mioma em pequenos pedaços e depois aspirá-los através das incisões laparoscópicas.

Existem estudos que questionam a segurança da morcelação. Caso haja um tumor maligno no útero, a técnica espalha células cancerígenas no abdômen da paciente ao fazer o corte.

Histeroscópica

Utilizada apenas nos casos de miomas internos como os pediculados internos e os submucosos, a miomectomia histeroscópica é feita através da entrada vaginal, sem cortes.

Uma câmera é inserida pela vagina junto de instrumentos que irão fazer a retirada do tumor. O médico pode retirar o mioma sem fazer cortes e com um período de recuperação mínimo.

Embolização

Esta técnica de tratamento é indicada pelo ginecologista, mas realizada por um radiologista intervencionista. A embolização não precisa ser realizada em um centro cirúrgico, mas precisa de sedação controlada.

Neste procedimento, um cateter é inserido pela artéria femoral e vai até as artérias que nutrem o mioma. Através do cateter, são injetadas alguns materiais que bloqueiam estas artérias, retirando a nutrição do tumor, que seca, reduzindo seu tamanho e fazendo com que os sintomas desapareçam.

Em alguns casos, o mioma pode inclusive ser eliminado pela menstruação após a aplicação da técnica.

A vantagem da embolização é a recuperação, que é fácil, já que se trata de um procedimento com invasividade mínima. Porém, existem casos em que a redução do mioma não é o bastante para livrar a paciente dos sintomas.

Também não é possível fazer exame anatomopatológico no tumor, ou seja, investigar mais a fundo a natureza daquele mioma específico, apesar de em muitas vezes a ressonância magnética poder dar informações extras.

Histerectomia (ablação)

A retirada total ou parcial do útero pode ser necessária caso o útero esteja muito tomado por miomas ou se alguma tentativa de retirada dos tumores ocasionar complicações como hemorragias. A histerectomia elimina a possibilidade de gravidez e é considerada uma abordagem radical para o tratamento de miomas.

Ela pode ser apenas parcial, removendo só o corpo do útero, ou total, em que o colo do útero também é removido. Qual delas será empregada depende da localização dos miomas que, apesar de serem mais comuns no corpo uterino, podem aparecer no colo do útero.

Existe ainda a histerectomia radical, que remove os ovários, as trompas de falópio e tecido vaginal ao redor do colo do útero, mas esta cirurgia costuma ser usada apenas quando existe um câncer em estágio avançado e não é empregada para tratar miomas.

Depois do tratamento, posso engravidar?

Depende do tipo de tratamento. É impossível que haja uma gravidez após uma histerectomia, mas se o método de tratamento foi uma miomectomia, é possível, apesar de haver alguma diminuição das chances.

Normalmente, a mulher que remove um mioma pode estar fazendo isso justamente porque ele a impede de engravidar. Em relação a uma mulher sem miomas, as chances de gravidez são menores após o tratamento, mas em geral, eles favorecem a fertilidade.

Cirurgias para remoção de miomas grandes demais, em grandes quantidades, podem danificar muito o útero para que a mulher consiga engravidar, mas isso nem sempre acontece e a gravidez é uma possibilidade bastante real para a mulher que remove seus miomas,

Como prevenir o mioma uterino?

Não há como prevenir o mioma uterino. Ele pode surgir em qualquer ponto da vida de uma mulher em fase reprodutiva, mas não causa maiores problemas para a saúde. Grande parte das mulheres irá desenvolvê-los e o tratamento varia de caso para caso.

Entretanto, existe literatura médica que indica que alguns hábitos podem reduzir as chances deles se desenvolverem e, se não fizerem isso, ao menos te deixarão mais saudável.

Exercícios físicos

Exercícios reduzem processos inflamatórios no corpo, o que diminui as chances de tumorações, tanto malignas quanto benignas.

Alimente-se bem

Uma dieta equilibrada faz bem para todos os órgãos do corpo. Manter-se inteiramente saudável ajuda a manter o útero saudável também.

Evite alimentos com muito açúcar

Picos de insulina, causados por altas quantidades de açúcar no corpo, podem auxiliar no desenvolvimento de miomas.

Não exagere no álcool

Beber demais não faz bem para nenhum órgão e o útero não é exceção. Além disso, existem estudos que conectam a ingestão exagerada de álcool com o desenvolvimento e crescimento de miomas uterinos.

Visite o ginecologista

Visitas frequentes ao ginecologista podem garantir maior saúde genital. O médico pode encontrar e diagnosticar problemas precocemente.

FONTE: Minuto Saudável

Emoções da mãe afetam o bebê?

Pregnant woman looking away in a balcony

Você já sabe que se exercitar, meditar e ter uma alimentação natural trazem benefícios incríveis durante a gravidez. Mas o estado de espírito da gestante também interfere positiva ou negativamente após o nascimento do bebê.

Gravidez e emoções têm uma relação direta. Essa premissa vem ganhando força nas últimas décadas, chamando, consequentemente, a atenção de cientistas, que vêm pesquisando mais e mais sobre o assunto.

Grupos de estudo com futuras mamães de diversas faixas etárias demonstraram, por exemplo, que brigas constantes entre um casal durante a gravidez fez com que o bebê não gostasse de ouvir a voz do pai, se irritando ao ouvi-la.

Outras situações de estresse também podem afetar negativamente o feto, pois a mãe libera altos níveis de hormônios como adrenalina e cortisol. Se isso persistir por muito tempo, traz prejuízos ainda maiores.

A adrenalina, por exemplo, pode diminuir o fluxo sanguíneo na placenta, interferindo no crescimento da criança. No início da gestação, pode até provocar um aborto espontâneo. O cortisol, por sua vez, altera o nível de progesterona, indispensável para a manutenção da gravidez.

Logo, se você está tentando engravidar e não consegue, pode ser que tenha andado um pouco ansiosa ou estressada.

As emoções, inclusive, podem explicar uma diferença grande de personalidade entre irmãos. O estado de espírito da mãe pode gerar filhos tímidos ou extrovertidos, calmos ou nervosos. Esses comportamentos podem ser observados ainda na infância, e não estamos falando de filhos de pais diferentes: as particularidades são evidentes em crianças de mesmo pai e mãe.

Viu como uma gestação saudável não depende apenas dos seus cuidados com o corpo? O seu estado de espírito pode determinar o comportamento, saúde e autoestima de seu filho. Portanto, não descuide de sua mente! Lembre-se que benefícios não serão somente seus.

E lembre-se dessa frase do Dalai Lama: “A felicidade é um estado de espírito. Se a sua mente ainda estiver num estado de confusão e agitação, os bens materiais não vão lhe proporcionar felicidade. Felicidade significa paz de espírito”

Texto extraído do site Baby Buda